As empresas clientes do Banco do Brasil vão ser beneficiadas com nova redução das taxas de juros cobradas para desconto de cheques, duplicatas, capital de giro e antecipação de receita. Um dia após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu o juro básico da economia de 17% para 16,5% ao ano, o BB anunciou queda em diversas linhas de financiamento para pessoas jurídicas. A queda da taxa de juros para as pessoas físicas não está confirmada.
As novas taxas de juros das principais operações do BB com as empresas são as seguintes: 2,2% ao mês para o desconto de cheques (a taxa anterior era de 2,3%); 2,25% ao mês para o desconto de duplicatas (a taxa anterior era de 2,35%); 2,4% ao mês para capital de giro com garantia de duplicatas (taxa anterior de 2,45%) e 1,9% para a linha de antecipação de recursos para a indústria, chamada de BB Vendor. A taxa cobrada antes era de 1,95%.
A redução das taxas de juros na Caixa Econômica Federal só deverá ocorrer na segunda-feira, quando haverá reunião do comitê encarregado da análise de crédito. O Unibanco anunciou ontem uma redução seletiva de até três pontos porcentuais nas taxas dos diversos produtos para pessoas física e jurídica a um grupo de 400 mil clientes, eleitos pelo critério de menor risco oferecido ao banco. A partir de hoje, o Santander também terá nova taxa no cheque especial, que passa de 11,95% para 10,50%. No supercheque, um produto no qual o cliente obtém redução das taxas à medida que utiliza o cheque especial, a taxa mínima passa a 4,95% e a máxima, a 9,90%. Antes da redução, a taxa máxima era de 10,65%. Também o Banco Panamericano, especializado em crédito ao consumidor e empréstimos pessoais, vai reduzir suas taxas na próxima semana.
Onda de ajuste‘‘Está na hora da terceira onda de ajuste, a dos bancos.’’ A frase é de Abram Szajman, presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP) ao comentar a queda dos juros nominais, a taxa Selic, para 16,5%, cujos benefícios não chegam ao consumidor e às empresas, ‘‘criando uma distorção que inibe o crescimento. Os bancos têm gordura para ser queimada’’, diz.

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