Bancos anunciam redução de juros
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de julho de 2000
Agência Estado De Brasília 
As empresas clientes do Banco do Brasil vão ser beneficiadas com nova redução das taxas de juros cobradas para desconto de cheques, duplicatas, capital de giro e antecipação de receita. Um dia após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu o juro básico da economia de 17% para 16,5% ao ano, o BB anunciou queda em diversas linhas de financiamento para pessoas jurídicas. A queda da taxa de juros para as pessoas físicas não está confirmada.
As novas taxas de juros das principais operações do BB com as empresas são as seguintes: 2,2% ao mês para o desconto de cheques (a taxa anterior era de 2,3%); 2,25% ao mês para o desconto de duplicatas (a taxa anterior era de 2,35%); 2,4% ao mês para capital de giro com garantia de duplicatas (taxa anterior de 2,45%) e 1,9% para a linha de antecipação de recursos para a indústria, chamada de BB Vendor. A taxa cobrada antes era de 1,95%.
A redução das taxas de juros na Caixa Econômica Federal só deverá ocorrer na segunda-feira, quando haverá reunião do comitê encarregado da análise de crédito. O Unibanco anunciou ontem uma redução seletiva de até três pontos porcentuais nas taxas dos diversos produtos para pessoas física e jurídica a um grupo de 400 mil clientes, eleitos pelo critério de menor risco oferecido ao banco. A partir de hoje, o Santander também terá nova taxa no cheque especial, que passa de 11,95% para 10,50%. No supercheque, um produto no qual o cliente obtém redução das taxas à medida que utiliza o cheque especial, a taxa mínima passa a 4,95% e a máxima, a 9,90%. Antes da redução, a taxa máxima era de 10,65%. Também o Banco Panamericano, especializado em crédito ao consumidor e empréstimos pessoais, vai reduzir suas taxas na próxima semana.
Onda de ajusteEstá na hora da terceira onda de ajuste, a dos bancos. A frase é de Abram Szajman, presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP) ao comentar a queda dos juros nominais, a taxa Selic, para 16,5%, cujos benefícios não chegam ao consumidor e às empresas, criando uma distorção que inibe o crescimento. Os bancos têm gordura para ser queimada, diz.


