O Paraná é a maior fatia atual de mercado do Banco Volkswagen, responsável pelo financiamento de 60% do total de veículos novos da marca financiados no Estado. No restante do Brasil, a média é de 50%. O principal diferencial do Paraná é a fidelidade do cliente às concessionárias. As informações são de Décio Carbonari, presidente do Banco Volkswagen, que esteve em Londrina e em Curitiba nesta semana para visitar representantes de concessionárias. ''Aqui a fidelização do ciente é mais otimizada do que nos grandes centros, por exemplo'', disse.
Segundo Carbonari, foram financiados nos três Estados da região Sul, no ano passado, mais de 43 mil veículos novos, superando R$ 1 bilhão, o que representa 25% dos negócios realizados pelo banco em nível nacional. A Volkswagen tem a liderança de mercado no Sul (leia nesta página).
A taxa de juros, conforme Carbonari, está entre 1,5% e 2% ao mês, variando de acordo com o valor de entrada e o plano de pagamento. O prazo máximo é de 60 meses. Ele informa que o Banco Volkswagen trabalha com dois produtos exclusivos. Um deles é o Financiamento Sob Medida, voltado principalmente para regiões agropecuárias e com outras atividades com fluxo de caixa sazonal. ''O cliente decide quando quer pagar e em qual época. É um plano com boa aceitação nas regiões Sul e Centro-Oeste'', afirma.
O outro produto é o Financiamento Totalm, através do qual o cliente pode incluir num único contrato os valores referentes ao veículo, acessórios, seguro e licenciamento. O seguro, por exemplo, pode ser feito por até três anos. ''É o produto que mais se aproxima do conceito de mobilidade, muito difundido na Europa, onde você dissocia a questão da propriedade daquele bem e passa a valorizá-lo como um bem de uso. O cliente paga pelo 'pacote mobilidade'. O Brasil ainda está um pouco distante disso, mas caminha para esta direção'', diz.
O ''pacote mobilidade'', segundo Carbonari, também leva o cliente a trocar de carro de forma mais rápida. Ele oberva que em geral as pessoas estão agilizando a substituição do veículo. ''Hoje, um terço dos clientes quitam o financiamento antes do prazo de 60 meses'', destaca. A média de prazo para a troca no Brasil, conforme Carbonari, é de três anos.
Crise
O presidente do Banco Volkswagen afirma que a redução do Imposto sobre Produto (IPI) foi um dos pontos fundamentais para fazer a indústria automobilística passar bem pela crise financeira mundial. ''A postura do governo federal foi imediata e contundente. Em plena crise, houve dinheiro para comprar carro mais barato com taxas mais baixas. Prova disso foi a quantidade vendida no ano passado'', destaca. Ele lembra que em 2009 foram comercializados 3,2 milhões de veículos no Brasil, enquanto que em 2008 foram 2,8 milhões.

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