Rio de Janeiro - O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou ontem que vai incluir uma cláusula nos contratos de empréstimos do banco que veta práticas irregulares, como discriminação, trabalho escravo, segregação racial e de gênero.
Na prática, o banco já possuía instrumentos para recusar empréstimos a esse tipo de empresas, como a lista do Ministério do Trabalho de companhias que usam trabalho escravo. ''O que temos agora é uma cláusula explícita nos contratos que configura essa obrigação das empresas'', afirmou o presidente do banco, Luciano Coutinho.
Segundo ele, não cabe ao banco monitorar a ocorrência de práticas ilegais, mas aos movimentos sociais. ''O que nós temos obrigação é não acolher essas práticas que são agressões aos direitos humanos''. Caso seja comprovada a existência de práticas irregulares, o banco poderá suspender ou exigir o vencimento antecipado do empréstimo, impondo o pagamento imediato dos desembolsos efetuados. O ministro Paulo Vannuchi, da secretaria especial dos Direitos Humanos, elogiou a medida e disse que o País precisa parar de ver ''direitos humanos como defesa de bandido''.

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