O modelo que o governo do Estado vai adotar para vender a Copel começa a ser alvo de análise e especulação por parte de empresas de consultoria e analistas de mercado. O Banco BBA Creditanst divulgou ontem um parecer, onde ressalta que deve ser levada em consideração a possibilidade de privatizar a companhia de energia em duas partes distintas. Primeiro seriam vendidas as empresas ligadas ao setor de energia elétrica e num segundo momento as empresas da Copel que atuam em setores diversificados.
Além do setor de energia, a Copel tem negócios nas áreas de telefonia, Internet, gás e saneamento. A companhia possui hoje 45% do controle acionário da Sercomtel, empresa de telefonia de Londrina. A Copel possui ainda 51% da Companhia Paranaense de Gás (Compagás) e 5,7% da Sanepar.
João Vicente Brito do Banco BBA Creditanst afirma no relatório que o BBA Creditanst defende o modelo atual da Copel, que é uma empresa com múltiplas funções. ‘‘Nós acreditamos que no futuro as companhias se tornarão multi-utilities e a Copel já é uma multi-utility, assim os investidores interessados não precisarão dividi-la’’, afirma.
A opinião do banco destaca ainda que duas das potenciais candidatas para a compra da Copel, a Endesa e a EDP, já são companhias com múltiplas atividades. (C.M.)

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