Banco Social reforça o caixa
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terça-feira, 18 de dezembro de 2001
Rosana Félix<br>De Curitiba 
O governo estadual assinou ontem convênio com 145 prefeituras do Paraná que vão oferecer linhas de crédito para microempresários por meio do Banco Social. Desde junho, 308 municípios paranaenses ingressaram no programa, que tem disponível recursos de R$ 100 milhões. A previsão da Agência de Fomento, que coordena o projeto, é que em maio de 2002 sejam fechadas mais de mil operações por mês.
De acordo com o presidente da Agência de Fomento, Antônio Carlos Araújo, cada operação beneficia em média cinco pesssoas. A meta do Banco Social é oferecer crédito para 200 mil micro empresários. A pessoa interessada deve comparecer a uma agência do trabalhador do município, que já tenha assinado convênio com o governo estadual, e apresentar projeto do empreendimento que quer fazer. Cada pessoa, física ou jurídica, pode emprestar de R$ 300 a R$ 5 mil, com prazo de 18 meses para pagamento a juros de 1,5% ao mês.
Atualmente, o projeto funciona em 100 municípios, onde o Sebrae-PR já capacitou agentes de crédito, que oferecem o financiamento e comitês de crédito, que analisam os projetos. Os requisitos para obter financiamento são experiência de no mínimo seis meses na atividade proposta e não possuir registro no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).
Segundo o diretor-superintendente do Sebrae-PR, Hélio Cadore, a segunda turma de treinamento, que vai englobar as cidades que assinaram convênio ontem, deve começar em janeiro. ''Também vamos oferecer capacitação a todas as pessoas que receberam dinheiro do Banco Social.''
''Estamos possibilitando crédito às pessoas que não têm acesso ao sistema financeiro normal'', afirmou o presidente da Agência de Fomento. Segundo Araújo, desde junho o Banco Social fez 1,3 mil operações, totalizando cerca de R$ 3,1 milhões em financiamentos. Entre os municípios que ingressaram no programa ontem estão Curitiba, Maringá e Cornélio Procópio. Londrina ainda não assinou o convênio.
O prefeito de Maringá, José Cláudio Pereira Neto (PT), disse que o Banco Social vai incrementar as linhas de crédito que já são oferecidas na cidade, por meio do Banco do Povo. ''Em financiamentos assim, conseguimos taxa de inadimplência igual a zero.''
O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), estima que os recursos oriundos do Banco Social possam gerar até 15 mil empregos nos próximos dois anos. Em janeiro, começam a operar oito agências nas Ruas da Cidadania da cidade para oferecer o crédito.


