Cascavel O Banco Social vem sendo uma alternativa para que pequenos empreendedores de Cascavel consigam colocar em prática seus projetos. Inaugurado em outubro de 2001, através de parceria entre Estado e município, o banco funciona oferecendo crédito facilitado àqueles que desejam montar o próprio negócio ou, simplesmente, conseguir formar um pequeno capital de giro.
Em pouco mais de um ano, o programa já beneficiou 170 empreendedores financiando R$ 508 mil. Os créditos vão de R$ 300,00 a R$ 5 mil com juros de 1,5% ao mês sobre o saldo devedor. Para ter acesso à linha, a pessoa deve estar pelo menos seis meses na atividade (mesmo informalmente), residir há pelo menos dois anos no município e possuir um avalista.
''Com esta parceria conseguimos apoiar empresários que estão na base da economia e que tradicionalmente geram muitos empregos'', argumenta o diretor da secretaria de Indústria, Comércio e Turismo, Pedro Rempel. Segundo ele, isto se comprova pelo levantamento feito pelo banco junto aos 170 beneficiados. ''Os recursos garantiram atividade a cerca de 1.200 pessoas entre familiares dos empreendedores e funcionários contratados'', ressalta.
Para Vilma de Fátima Barcelos, o Banco Social foi o ponto de partida para montar uma empresa de catálogos. Vilma se associou a uma cunhada, emprestou R$ 4,4 mil no banco e apostou no setor de venda a domicílio. Um ano depois, o negócio já tem um faturamento bruto de cerca de R$ 23 mil e emprega 612 vendedoras que são responsáveis pela venda no sistema ''de porta em porta''.
A costureira Creuza Erlich Pereira também se beneficiou do programa quando decidiu trocar a velha máquina de costura por uma mais moderna. Ela conta que emprestou R$ 2,2 mil para adquirir seu utensílio de trabalho. ''Compensa pelos baixos valores das parcelas'', frisa.
Outra empresa atendida pelo Banco Social é a Quadros e Molduras Santa Maria, que há 7 anos fornece quadros, porta-retratos e molduras para atacadistas da região. O trabalho é realizado na casa dos proprietários que decidiram recorrer ao Banco Social para conseguir um pequeno capital de giro no valor de R$ 2 mil. ''É algo que ajuda bastante, já que o mercado financeiro não oferece muitas facilidades ao pequeno empresário'', diz o empreendedor Moacir Lorenzini.

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