Brasília - O Brasil aparece duas vezes entre as seis principais recomendações de investimento do banco Goldman Sachs para 2017. Em um documento enviado aos clientes, a instituição sugere o Brasil na renda fixa e em ações. Primeiro, o banco recomenda a compra de reais, entre outras moedas emergentes, para aproveitar os juros altos e a perspectiva de valorização da divisa. Em seguida, recomenda ações brasileiras, indianas e polonesas, já que essas economias estão em trajetória positiva e as ações locais estariam menos expostas a eventuais turbulências na China.
Mesmo com os sinais repetidos de que a economia brasileira se recupera em processo menos intenso e vigoroso que o imaginado, o Goldman Sachs colocou o Brasil entre as oportunidades de investimento no próximo ano.
Nem a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos parece preocupar o Goldman Sachs na análise das moedas emergentes. Os economistas reconhecem que a turbulência gerada pela eleição pressionou várias moedas emergentes, inclusive as sugeridas. A desvalorização recente, porém, é encarada como "pontos de entrada mais atrativos" aos investidores. Ou seja, divisas mais fracas permitem que o estrangeiro troque dólares por mais reais ou rublos - o que é positivo para a montagem de novas posições.
Além das duas recomendações que citam o real e a Bovespa, as outras sugestões do Goldman Sachs são: 1) montar posições em dólar contra libra e euro; 2) desmontar posições no yuan chinês diante das incertezas na economia asiática; 5) reforçar posições em títulos de dez anos dos Estados Unidos e dívida em euros ligada à inflação e 6) posições em ações com histórico de elevados dividendos.

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