Banco prevê ano difícil para a América Latina
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segunda-feira, 11 de março de 2002
Agência Estado 
Fortaleza - A América Latina e o Caribe estão entrando em um de seus períodos mais difíceis nas últimas décadas, alerta o BID em seu relatório anual, oficialmente divulgado ontem em Fortaleza. De acordo com o BID - a mais importante fonte de financiamento de programas de desenvolvimento social da América Latina -, a maior parte dos países da região carece de margem de manobra fiscal ou externa para enfrentar os problemas internacionais.
No relatório, o BID lembra que, desde meados de 1997, a América Latina e o Caribe vêm sofrendo uma série de choques externos adversos. Apartir da crise da Ásia (1997), os preços dos produtos de exportação e os fatores de intercâmbio se deterioraram de forma significativa. Os preços dos produtos básicos, excluindo o petróleo, caíram cerca de 26% desde o segundo semestre de 1997, diz o BID.
O banco lembra ainda que, desde a crise russa, em meados de 1998, houve um incremento significativo do custo de financiamento no mercado internacional para os países em desenvolvimento e, principalmemnte, para a América Latina.
Mas o organismo realça que, desde o início de 2001, os mercados têm mostrado uma crescente capacidade de diferenciação na percepção de risco entre os países latino-americanos, principalmente com base às margens da dívida de cada país.
Mas as perspectivas de crescimento da América Latina e do Caribe em 2002 são mais positivas do que em 2001, período em que a região não deve ter apresentado expansão superior a 1%.
Em março do ano passado, durante a 42ª Reunião do BID, os economistas estimavam uma expansão de 3,5%. Embora não se espere recessão em quase nenhum país latino-americano, exceto na Argentina, as taxas de crescimento previstas na maior parte dos casos são inferiores a 4% e para a região como um todo chegam a 2%.


