Banco Mundial projeta redução de 2,5% do PIB em 2016
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quinta-feira, 07 de janeiro de 2016
Das agências 
Brasília - O Banco Mundial (Bird) reduziu significativamente as previsões para o desempenho da economia brasileira, segundo informações publicadas pelo site G1 com base no relatório divulgado ontem pelo fundo. O estudo estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve "encolher" 2,5% em 2016 uma piora acentuada frente às previsões feitas em junho passado, quando a entidade esperava um crescimento de 1,1% no PIB deste ano.
Em 2015, o Bird estima que a economia brasileira tenha sofrido uma contração de 3,7% no relatório de junho, a queda prevista era de 1,3%. O dado oficial será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em março.
O banco também acredita que o Brasil deve voltar a crescer em 2017, com uma expansão de 1,4%, acelerando para 1,5% em 2018, com menos temores sobre a inflação e melhora nas contas do governo.
Barbosa
O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou ontem que o Banco Central tem autonomia para administrar a política monetária, especialmente a taxa de juros, da maneira adequada para controlar a inflação. Barbosa foi questionado sobre a existência de pressões de outras áreas do governo para que o BC não eleve a taxa básica de juros (Selic) na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) marcada para os dias 19 e 20 deste mês. As afirmações foram feitas após encontro do ministro com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski. Os dois se reuniram para retomar as conversas sobre adoção de mecanismos para acelerar a cobrança de dívida com a União.
Com a disparada do dólar no ano passado, o Banco Central registrou perda recorde com as operações de swap cambial. De acordo com dados atualizados pela instituição, o prejuízo com esses leilões em 2015 alcançou R$ 89,657 bilhões pelo resultado caixa e R$ 102,628 bilhões pelo competência. Desde que começou a oferecer esse tipo de operação ao mercado, em 2002, nunca se viu um rombo tão grande para a autoridade monetária. A maior perda anual com os leilões até então havia sido registrada em 2014, de R$ 17,3 bilhões.


