O Banco Mundial está apoiando os países latino-americanos a realizarem uma ‘‘segunda geração’’ de reformas, incluindo, desta vez, a educação, os sistemas judiciais e a luta contra a corrupção, informou ontem em Porlamar, na Venezuela, Carl Koch-Wesser, diretor de operações na região.
Estas reformas, que coincidem em linhas gerais com as aspirações demonstradas pelos governantes de 21 países que participaram da 7ª Reunião de Cúpula Ibero-Americana concluída ontem nesta cidade, ‘‘são muito mais difíceis’’ que os ajustes postos em prática para estabilizar as economias, na maioria das vezes com sucesso, explicou Koch-Wesser.
‘‘Trata-se de assegurar que os serviços fundamentais que um governo deve fornecer funcionem eficazmente e com equidade’’, explicou. Essa tarefa implica necessariamente empregar melhor os escassos recursos disponíveis, desfazendo-se de empresas estatais deficitárias naquelas atividades que possam ser desempenhadas com mais propriedade pelo setor privado, incluindo em alguns casos obras de infra-estrutura, como estradas e gerência de portos e aeroportos, explicou outro funcionário do Banco, Andrés Solimano, responsável pelas operações na Venezuela, Equador e Colômbia.
O Banco Mundial está trabalhando também com os governos regionais na questão da descentralização dos serviços. A assistência estende-se inclusive às reformas dos sistemas aduaneiros, fiscais, arrecadador e judiciário, que estão relacionados aos esforços para combater a corrupção. ‘‘Bolívia e Colômbia já nos pediram que trabalhemos com seus governos nestes programas anticorrupção’’, disse Koch-Wesser.
‘‘Também estamos estudando a relação entre a pobreza, a violência e a cidadania, um tema de grande importância em muitos países da América Latina’’, disseram os técnicos do Banco Mundial.

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