Curitiba - O Banco Itaú está realizando um mutirão em Curitiba para formalizar acordos com mutuários que possuem financiamento da casa própria com o antigo Banestado. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Mutuários (ANM), Luiz Alberto Copetti, a maioria dos contratos é de 1987 a 1989 e possui cobertura do Fundo de Compensação por Variação Salarial (FCVS). A campanha é nacional, e iniciou-se no Paraná devido à série de contratos antigos firmados com o Banestado.
Na última quarta-feira, 20 mutuários de Curitiba foram convocados para comparecer à sede da ANM para firmar acordo com o Itaú e quitar o saldo devedor. Segundo Copetti, 15 mutuários convocados compareceram e oito fecharam acordo. ''As propostas do banco devem beneficiar os mutuários, uma vez que os descontos variam entre 50% e 70%'', pondera. Alguns negócios fechados foram para pagamento à vista, outros para refinanciamento.
Segundo Copetti, um dos mutuários que obteve o maior desconto foi Dilma do Nascimento, que tinha um saldo devedor de R$ 22 mil, e recebeu uma proposta do Itaú para quitar a dívida por R$ 4 mil.
Para outros, no entanto, a proposta não foi tão vantajosa, ou, pelo menos, não cabia ao bolso do mutuário, como foi o caso da professora Maria Aparecida Gramatto. O saldo devedor da professora é de R$ 35 mil e a proposta feita pelo Itaú para a quitação foi de R$ 16 mil, um desconto um pouco acima de 50%. Mas, Gramatto não aceitou. ''Fiz então uma contraproposta de R$ 5 mil e eles não aceitaram. Então, vim até aqui para fazer uma nova proposta de R$ 5 mil mais 12 vezes de R$ 200. Espero que eles aceitem pois é disso que disponho'', disse.
Para o piloto Fernando Lopes a proposta do Itaú também não agradou. O saldo devedor de Lopes é de R$ 28 mil e a proposta do banco foi de R$ 10 mil para quitar a dívida. ''Eu espera um valor de aproximadamente R$ 4 mil. Esta será a minha contraproposta'', contesta.
A Folha tentou contato com o Itaú, mas foi informada de que o banco não se pronunciaria pois quem poderia falar em nome da instituição, o diretor de crédito imobiliário Luiz Antônio Rodrigues, estava fora de São Paulo e não havia sido localizado.

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