ArquivoRamos, superintendente do BBAs agências do Banco do Brasil já estão recebendo propostas de médios e grandes produtores para financiamento de custeio de todas as culturas da safra de verão. Os juros são de 9,5% ao ano, uma taxa bem menor que aquela do ano passado (12%). Os limites são de R$ 40 mil para a soja; R$ 150 mil para o milho e R$ 300 mil para o algodão. Como as taxas são bem diferenciadas, o Banco do Brasil admite que os recursos disponíveis talvez não atendam toda a demanda. Neste caso, os mais beneficiados serão os que chegarem primeiro e ‘‘trabalhem bem’’ com o banco.
O superintendente do Banco do Brasil, Altino Ramos, informou que mini e pequeno produtores já estão sendo atendidos, com taxa de juros menor, 6,5%, conforme regras do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf). Os mini e pequenos produtores não têm dificuldade para obter empréstimo de custeio.
Outra linha de crédito colocada à disposição da pequena propriedade foi o Pronaf-Investimento, com juros de 8,15% - equivalente a 50% da soma da TJLP (taxa de juros de longo prazo) mais 6% ao ano. Esta modalidade de crédito dá dois anos de carência e oito anos para amortização da dívida. Em uma única agência, a de Uraí, foram liberados cerca de R$ 1 milhão para investimento, fora o que ainda deve entrar quando da reabertura desta linha, em agosto (foi suspenso em 30 de junho).
O gerente da agência de Uraí, Samir Mohamed Andersen Talah, sugeriu ontem que os agricultores antecipem seu pedido de crédito de custeio. Com dinheiro na mão com antecedência, em relação ao início da safra, o agricultor terá mais tempo para negociar bem a compra de insumos, principalmente a semente que, no caso da soja, já está escassa. ‘‘O interesse do Banco do Brasil é facilitar a vida de quem produz’’, observa Samir. Acrescenta que este ano tem havido interesse pelo plantio de café no sistema adensado.

mockup