Curitiba - O governo estadual cancelou o contrato de exclusividade das contas estaduais com o Itaú em setembro do ano passado com o argumento de que ''dinheiro público deve ficar em banco público.'' Pelo contrato, feito na época da privatização do Banestado (outubro de 2000), o Itaú tinha o direito sobre as contas dos servidores públicos até 2005. Um aditivo assinado pelo ex-governador Jaime Lerner (PSB) no final de 2002 estendeu a exclusividade até 2010.
O governo atual não concordou com o aditivo e quebrou o contrato. O Itaú entrou então na Justiça para obter as contas de volta e também para receber os precatórios da Companhia de Energia do Paraná (Copel) que são a garantia do contrato. A questão ainda está sob judice. A última liminar concedida pela Justiça, em março, mantém as contas no Banco do Brasil e os precatórios com o governo. (A.B.)

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