O Banco do Empreendedor conseguiu os primeiros recursos para se instalar e financiar pequenos e microempresários de Londrina. Em assembléia, ontem, a Sercomtel S/A Telecomunicações aprovou a verba de R$ 1 milhão para o projeto que ela mesmo se encarrega de implantar com o prefeito Antonio Belinati e a comunidade.
Com o dinheiro em caixa, falta a Câmara de Vereadores aprovar a regulamentação do Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social de Londrina, que contará com recursos provenientes das ações do município junto à Sercomtel. Uma das atribuições do Fundo será a criação de uma Ong (Organização não-governamental mista, ou seja, com a participação do Poder Público) que ficará à frente dos trabalhos até mesmo para receber recursos de outras instituições, como BNDES.
Um outro ponto pendente é a necessidade de criação de um novo nome. ‘‘Não pode ser banco’’, explica o presidente da Sercomtel, Rubens Pavan. ‘‘A legislação não permite’’. O fato é que a expressão só cabe à instituição financeira, o que não é o caso. Já se pensa em Casa do Empreendedor. E se tudo correr bem, no prazo previsto, ‘‘em junho ela estará aberta’’ - afirma Rubens Pavan.
O projeto prevê a formação de um conselho administrativo envolvendo Câmara, Prefeitura, Sercomtel e Codel (Companhia de Desenvolvimento de Londrina) na tarefa de examinar, encaminhar e aprovar o pedido de quem quer financiar a abertura de um negócio ou a expansão da microempresa. O mesmo conselho vai definir os limites de empréstimo e as taxas de juros - que precisam ser baixas para atingir o fim social, como prega a Prefeitura.

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