Pequenas e médias empresas podem obter consultoria sobre exportação por meio do Programa de Geração de Negócios Internacionais (PGNI), do Banco do Brasil. O programa, que começou experimentalmente em São Paulo em setembro, está em 11 Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco e Ceará. ‘‘Essas regiões representam 90% das exportações brasileiras’’, afirma o gerente-executivo da área Internacional do Banco do Brasil, Delmar Schmidt.
O objetivo é ampliar a base exportadora do País. Atualmente, 627 empresas respondem por 82,5% do total exportado anualmente. Schmidt explica que as pequenas e médias empresas enfrentam três tipos de problema para trabalhar com vendas externas:
- Falta de orientação na preparação da exportação.
- Carência de informações mercadológicas sobre potenciais compradores.
- Necessidade de crédito.
O PGNI pretende sanar essas três dificuldades. A estratégia do programa foi a criação de um banco de dados de interesse para os exportadores e o oferecimento de três linhas de financiamento específicas para pequenas e médias empresas.
No início das atividades do PGNI, há nove meses, foi feito um mapeamento do potencial exportador de empresas desse porte. Foram cadastrados 2,8 mil empreendimentos. Na segunda etapa, começaram as visitas de funcionários do banco, os gerentes de negócios internacionais, aos possíveis clientes.
O resultado é que, de janeiro a maio, 162 empresas realizaram exportações por meio do PGNI. ‘‘O PGNI está tentando criar uma cultura de exportação.’’
Schmidt comenta que, com a globalização, todas as empresas, e não apenas as exportadoras, precisam estar atentas ao mercado internacional. ‘‘Tem de haver a adequação do produto às normas internacionais até para assegurar o próprio mercado interno.’’
O valor destinado pelo banco ao financiamento de exportações vem crescendo. Nos cinco primeiros meses do ano passado, o total liberado foi de US$ 1,5 bilhão. No mesmo período deste ano, o montante subiu para US$ 2 bilhões, o que representa crescimento de 33,4% no total de recursos liberados.
Somente na linha Proex (Programa de Estímulo à Exportação), que é uma das opções de financiamento oferecidas pelo PGNI, foram liberados US$ 900 milhões, nos cinco primeiros meses de 1997; este ano, o valor saltou para R$ 1,4 bilhão.
O maior crescimento foi verificado no número de transações realizadas: 138%. No ano passado, foram fechados 1.643 empréstimos pelo Proex; este ano, no mesmo período, foram contabilizadas 3.493 liberações.
Schmidt avalia que o PGNI está incrementando exportações até em setores pouco explorados, como o de pranchas de surfe, cachaça, mármore e granito.

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