Em busca de potencializar seus serviços para clientes empresariais, o Banco do Brasil alterou seu modelo de atendimento neste segmento. O objetivo é atender empresas de todo o País com um faturamento anual a partir de R$ 25 milhões de forma mais customizada, adequando os serviços do banco às necessidades do cliente. No Paraná, são seis agências que atendem por volta de 1,1 mil grupos empresariais, o que corresponde a 2,5 mil empresas. Em Londrina, a entidade financeira atua com 128 grupos, ou 347 empresas.
José Belini Neto, superintendente empresarial regional do BB no Paraná, explica que foram criadas 10 superintendências no Brasil com o objetivo de aproximar a direção do banco dos empresários. Ele não revela o volume de ativos que a entidade está trabalhando no momento, mas diz que há um expectativa de crescimento de 20% no Estado em relação ao ano passado. ''Estamos fazendo um trabalho bem proativo. Visitamos nossos clientes para entender melhor suas necessidades e encontrar alternativas para eles.''
Belini comenta que as empresas estão buscando principalmente linhas de investimento, utilizando o crédito desde a instalação de novas plantas até a modernização da indústria. Ele comenta que as linhas de financiamento do BNDES são muito procuradas, principalmente a do Finame/PSI, o Programa de Sustentação do Investimento, para a aquisição de máquinas e equipamentos.
O superintendente lembra que na última terça-feira o governo divulgou um pacote de medidas de incentivo para o setor industrial, e que o PSI foi prorrogado até 2012. Entretanto, ainda não foram divulgadas as condições desta prorrogação. ''Em 2009, na primeira versão do programa, os juros eram de 4,5% ao ano. Em 2010, 5,5%, e este ano estamos trabalhando com um juros de 6,5% para empresas com faturamento de até R$ 90 milhões, bem equiparados à inflação. Não sabemos se estes encargos serão mantidos, por isso uma alternativa para os empresários é antecipar os investimentos até dezembro'', explica Belini.
No Paraná, as agências especializadas acabam atendendo muitas empresas ligadas ao agronegócio. Já na região de Londrina, que é prestadora de serviços, Belini salienta que o setor imobiliário está bastante aquecido. ''Começamos a atuar neste segmento há dois anos. Em Londrina temos parcerias com as grandes construtoras, financiando, inclusive, também para pessoas físicas, fechando todo o ciclo'', completa.

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