Banco deve lançar novos fundos de investimento
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segunda-feira, 14 de março de 2005
Janaina Lage<br>Folhapress 
Rio de Janeiro - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guido Mantega, afirmou ontem que o banco estuda a criação de novos fundos de investimento dentro de 20 a 30 dias. Um deles oferecerá retorno mínimo de poupança mais TR.
A idéia de criar um fundo nestes moldes teve início na gestão de Carlos Lessa. Depois do lançamento do PIBB, um fundo composto por 50 ações das empresas mais negociadas na Bolsa que pertenciam ao BNDES Participações (BNDESPar), mas que não teve o sucesso esperado entre os pequenos investidores, o banco começou a planejar novos produtos. No caso do PIBB, os pequenos investidores ficaram com apenas 50% das cotas ofertadas.
O nome do produto planejado na gestão anterior era Poupação. Mantega não informou se vai manter o mesmo nome, mas o teor é aparentemente o mesmo. A rentabilidade mínima para o investidor será de poupança mais TR. Caso o desempenho seja favorável ele ganhará a valorização do conjunto de ações que compõem a carteira.
Mantega afirmou que vai conversar com os gestores do FGTS para ver se é possível usar uma parte dos recursos na aquisição de cotas. ''Havendo saldo de caixa eu tenho certeza que para os mutuários do FGTS será de todo interesse poder aplicá-lo numa carteira de ações dessa natureza'', disse. O presidente do banco disse não ter pleiteado ainda a utilização de recursos do FGTS porque ainda está preparando o formato dos novos fundos que o banco pretende oferecer.
O banco pretende lançar fundos equity, como o fundo de energia já existente. Em geral, estes fundos são voltados para grandes empresas e têm propósitos específicos, como a construção de um determinado projeto, por exemplo.
''Pode-se pensar num fundo de ações tipo PIBB, em fundos como o de energia, mas de outros setores, como siderúrgica, comércio exterior etc. Pode-se pensar em fundos de recebíveis. É uma dinamização de um mercado que está atrofiado no Brasil'', afirmou.
Em abril, o banco deverá passar a adotar o ''rito sumário'' para grandes clientes. Na prática, a medida significa uma simplificação da documentação e um prazo menor para concessão de financiamento para empresas que já são clientes do banco e que pretendem fazer projetos nos mesmos moldes de outros já aprovados pelo banco anteriormente. ''Vamos facilitar o desembolso para estas empresas. É como se elas tivessem uma conta corrente, com cheque especial'', disse.


