O empresário Klaus Nixdorf encontrou uma maneira de viabilizar projetos que estão na gaveta por falta de recursos. Ele criou o Banco de Projetos em Prol do Desenvolvimento do Norte do Paraná, que tem por principal objetivo facilitar o contato dos autores das idéias e os possíveis investidores. A proposta de Nixdorf foi apresentada no XIV Ciclo de Estudos da representação regional Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, que se realiza na Faculdade Arthur Thomas.
  Nixdorf é o idealizador do livro ‘‘Londrina Paraná Brasil - Raízes e Dados Históricos’’, uma obra com 550 páginas. A publicação, que mostra o rápido desenvolvimento da região, chegou a pessoas de diversas partes do mundo, que demonstraram interesse em conhecer melhor o potencial da região. ‘‘Ao manter estes contatos, descobrimos que 8% da fortuna do mundo estão mofando na Europa e na Ásia por falta de projetos’’, afirma.
  O empreendedor traça um paralelo entre a época de colonização do Norte do Paraná e o momento atual. Segundo ele, os ingleses procuraram novas alternativas de investimentos após a crise de 1929, e agora, com a queda nas bolsas de valores em todo o mundo, o Norte do Paraná ressurge como uma nova oportunidade de investimentos. ‘‘Estranhamos porque os investidores procuram o Canadá, a Espanha e outros países para investir e não nos procuram. O motivo é que eles não sabem que existimos. Queremos mostrar com este trabalho que o Norte do Paraná é o melhor lugar do mundo para se investir’’.
  O Banco de Projetos vem sendo elaborado há dois anos. Neste período, Nixdorf conseguiu a adesão de dezenas de empresários. ‘‘Como ninguém faz nada sozinho, procurei outras lideranças de Londrina e hoje somos mais de 90 associados’’. A partir de janeiro a iniciativa será apresentada a representantes de 210 municípios do Norte do Paraná.
  Os resumos dos projetos serão colocados em dez idiomas em um site criado com este objetivo. ‘‘O Banco de Projetos vai funcionar, na prática, de maneira semelhante à uma imobiliária ou uma corretora. Vamos apenas aproximar o autor do projeto e o investidor e não fazer os negócios propriamente ditos’’.
  O Banco de Projetos fez uma parceria com a Incubadora Tecnológica da Universidade de Londrina, que vai adequar os projetos de acordo com os padrões exigidos para captação de investimentos. Só a UEL teria cerca de mil projetos para serem colocados no site, inclusive os projetos da própria Intuel.
  O empresário Klaus Nixdorf garante que não haverá privilégios de acordo com as áreas dos projetos, embora o setor de tecnologia esteja em maior evidência no momento. ‘‘Devemos ajudar todas as áreas porque o desenvolvimento não compreende um só setor; assim, serão bem-vindos os projetos sociais, esportivos, culturais, tecnológicos, científicos e culturais’’.
  

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