Banco de Projetos quer agilizar busca de recursos
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Eli Araujo<br>Reportagem Local 
O empresário Klaus Nixdorf encontrou uma maneira de viabilizar projetos que estão na gaveta por falta de recursos. Ele criou o Banco de Projetos em Prol do Desenvolvimento do Norte do Paraná, que tem por principal objetivo facilitar o contato dos autores das idéias e os possíveis investidores. A proposta de Nixdorf foi apresentada no XIV Ciclo de Estudos da representação regional Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, que se realiza na Faculdade Arthur Thomas.
Nixdorf é o idealizador do livro Londrina Paraná Brasil - Raízes e Dados Históricos, uma obra com 550 páginas. A publicação, que mostra o rápido desenvolvimento da região, chegou a pessoas de diversas partes do mundo, que demonstraram interesse em conhecer melhor o potencial da região. Ao manter estes contatos, descobrimos que 8% da fortuna do mundo estão mofando na Europa e na Ásia por falta de projetos, afirma.
O empreendedor traça um paralelo entre a época de colonização do Norte do Paraná e o momento atual. Segundo ele, os ingleses procuraram novas alternativas de investimentos após a crise de 1929, e agora, com a queda nas bolsas de valores em todo o mundo, o Norte do Paraná ressurge como uma nova oportunidade de investimentos. Estranhamos porque os investidores procuram o Canadá, a Espanha e outros países para investir e não nos procuram. O motivo é que eles não sabem que existimos. Queremos mostrar com este trabalho que o Norte do Paraná é o melhor lugar do mundo para se investir.
O Banco de Projetos vem sendo elaborado há dois anos. Neste período, Nixdorf conseguiu a adesão de dezenas de empresários. Como ninguém faz nada sozinho, procurei outras lideranças de Londrina e hoje somos mais de 90 associados. A partir de janeiro a iniciativa será apresentada a representantes de 210 municípios do Norte do Paraná.
Os resumos dos projetos serão colocados em dez idiomas em um site criado com este objetivo. O Banco de Projetos vai funcionar, na prática, de maneira semelhante à uma imobiliária ou uma corretora. Vamos apenas aproximar o autor do projeto e o investidor e não fazer os negócios propriamente ditos.
O Banco de Projetos fez uma parceria com a Incubadora Tecnológica da Universidade de Londrina, que vai adequar os projetos de acordo com os padrões exigidos para captação de investimentos. Só a UEL teria cerca de mil projetos para serem colocados no site, inclusive os projetos da própria Intuel.
O empresário Klaus Nixdorf garante que não haverá privilégios de acordo com as áreas dos projetos, embora o setor de tecnologia esteja em maior evidência no momento. Devemos ajudar todas as áreas porque o desenvolvimento não compreende um só setor; assim, serão bem-vindos os projetos sociais, esportivos, culturais, tecnológicos, científicos e culturais.


