Banco Comunitário começa a operar em março
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sábado, 19 de janeiro de 2013
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - O primeiro Banco Comunitário do Paraná vai começar a operar em março. Ontem, aconteceu o lançamento da ideia em Curitiba. O principal objetivo da instituição é promover o desenvolvimento de comunidades de baixa renda, por meio do fomento da criação de redes locais de produção e consumo. O funcionamento se baseia no apoio às iniciativas de economia solidária como empreendimentos socioprodutivos, de prestação de serviços e de apoio à comercialização como em mercearias, mercadinhos, lojas e feiras.
O Brasil já conta com mais de 80 bancos comunitários. De acordo com o diretor de inclusão financeira do banco, Carlos Sacks, o objetivo é criar 12 novos bancos na Região Metropolitana de Curitiba em 2013. Em 2014, a próxima cidade que receberá o banco será Londrina, seguida de Maringá e Cascavel.
Segundo ele, uma das principais metas é fazer a inclusão financeira de grupos como catadores de papel e pequenas cooperativas. Este tipo de banco é criado pela própria comunidade, que se torna gestora e proprietária da instituição financeira.
A meta do governo federal, por meio da Secretaria de Economia Solidária, é que até o final desta gestão, em diversos pontos do País, haja a implantação de 200 bancos comunitários.
Sacks disse que o objetivo também é atingir o microcrédito. O Banco Comunitário vai ter linhas de financiamento com juros menores que 1% ao mês para quem tem renda de até três salários mínimos. O valor médio dos financiamentos deve ser de R$ 7 mil. Para quem tem renda de três a cinco salários mínimos, a taxa de juros mensal é de 1,5% ao mês.
Ele explicou ainda que a capitalização do banco ocorre através de fundos de investimentos, linhas do governo federal específicas, por meio do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, e prestação de serviços como correspondente bancário.
O Banco Comunitário atua com o sistema de troca. O banco paga na moeda Neuro (cada neuro vale R$ 3), deposita o valor em um cartão que poderá ser utilizado para a compra da matéria-prima ou produtos para a subsistência do produtor. Este cartão pode ser usado em locais conveniados como mercado, panificadora, farmácia, entre outros.


