Banco Central terá de rolar dívida de R$ 3,6 bilhões
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segunda-feira, 07 de outubro de 2002
Agência Estado 
Brasília O primeiro desafio a ser enfrentado pelo Banco Central (BC) depois das eleições de domingo será a rolagem de US$ 3,6 bilhões em títulos e contratos de swap cambial no próximo dia 17. O valor é o maior do ano e ainda será seguido de um outro vencimento de US$ 1,1 bilhão no dia 23, quatro dias antes do segundo turno das eleições. A primeira tentativa de rolar os US$ 3,6 bilhões na sexta-feira fracassou, com o mercado apresentando propostas não competitivas na oferta de US$ 1,2 bilhão em contratos de swap cambiais e em Notas do Tesouro Nacional da Série D (NTN-D).
O saldo positivo da tentativa de sexta foi o fato de a taxa de câmbio não ter apresentado forte oscilação mesmo diante do revés do BC no leilão. A avaliação, entre fontes do governo consultadas pela Agência Estado, é de que boa parte do mercado já colocou no câmbio a possibilidade de vitória do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva. ''A vitória de Lula já está precificada com um dólar entre R$ 3,60 e R$ 3,70. A dúvida fica mais em relação a formação da equipe econômica do novo governo'', disse uma fonte. A indicação de nomes que eventualmente desagradem ao mercado, segundo esta fonte, poderá puxar o dólar para cima e criar mais dificuldades para as rolagens de títulos e contratos de swap cambiais.
O BC, entretanto, terá que contornar questões extra-eleitorais para garantir condições mais fáceis de rolagem das dívidas corrigidas pela variação do câmbio. A redução da liquidez do mercado financeiro internacional e o aumento da aversão ao risco, por exemplo, têm obrigado muitas empresas brasileiras a anteciparem o pagamento de empréstimos no exterior e, em consequência, reduzido o apetite dos agentes de mercado por papéis e contratos de swap cambiais.


