O diretor de Finanças Públicas e Regimes Especiais do BC, Carlos Eduardo de Freitas, disse ontem que a instituição não é responsável por eventuais prejuízos causados à massa falida do Bamerindus. ‘‘O BC não administra instituições financeiras sob liquidação, só indica liquidantes, que respondem com seus bens por eventuais prejuízos’’, disse.
Na verdade, praticamente todos os atos dos liquidantes são referendados pelo BC, em Brasília, que acompanha permanentemente as liquidações de bancos, por meio do Departamento de Regimes Especiais (Deres). Reportagem publicada ontem pela Folha de S.Paulo revelou que a liquidação do Bamerindus, iniciada em 1997, foi mal administrada e causou prejuízos à massa falida.
Freitas confirmou os dados publicados na reportagem, mas disse que ainda não concluiu se as supostas irregularidades realmente ocorreram. Segundo ele, os dados que vieram a público constavam de um relatório que, embora ‘‘muito bem fundamentado’’, era ainda preliminar.
‘‘Os dados não têm efeito probante e não foram submetidos a um contraditório’’, disse. Segundo ele, caso as irregularidades sejam confirmadas, há duas providências possíveis: uma ação criminal para punir eventual crime e uma ação cível para os responsáveis ressarcirem a massa falida.
Freitas negou que o BC tivesse indicado mal o liquidante do Bamerindus. ‘‘A indicação foi feita com base no desempenho passado dessas pessoas’’, referindo-se ao liquidante Gilberto Loscilha, afastado há um ano, após a investigação.
(Agência Folha)

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