Banco Central lucrou R$ 31,3 bilhões em 2003
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2004
Agência Estado 
Brasília - O Banco Central apresentou em 2003 um lucro de R$ 31,318 bilhões - o maior já alcançado pela instituição desde o lançamento do Plano Real. No segundo semestre, o balanço do BC foi positivo em R$ 7,136 bilhões, valor que se somou ao lucro de R$ 24,181 bilhões do primeiro semestre. O balanço do Banco Central em 2003 foi aprovado na reunião de ontem do Conselho Monetário Nacional (CMN).
Do lucro obtido no segundo semestre, R$ 5,356 bilhões serão repassados ao Tesouro Nacional nos próximos dias, informou o diretor de Administração do Banco Central, João Antônio Fleury. Os recursos, de acordo com o diretor do BC, serão usados para redução da dívida pública. Além disso, o Banco Central ficou com mais R$ 1,784 bilhão do resultado do segundo semestre, como reserva de contingência. Esse dinheiro, segundo Fleury, será usado na condução da política monetária.
Fleury explicou que o lucro do BC no ano passado foi alcançado em grande parte pela melhora de credibilidade na economia brasileira, que permitiu valorização dos títulos públicos e redução dos prêmios pago nos contratos de swap cambial negociados pelo BC no mercado. Em 2002, o BC teve prejuízo de R$ 17,193 bilhões, justamente pela redução do valor dos títulos e do aumento dos cupons cambiais.
O balanço do BC mostra que o volume de crédito a receber de instituições financeiras em liquidação caiu em 2003 ante 2002 de R$ 27,870 bilhões para R$ 23,042 bilhões. Além disso, o total de crédito considerado de difícil retorno foi reduzido de R$ 8,969 bilhões para R$ 6,586 bilhões. Durante o ano de 2003, segundo Fleury, o BC conseguiu recuperar R$ 3,6 bilhões do Banco Econômico, R$ 1,850 bilhão do Banco Nacional, R$ 310 milhões do Banco Mercantil de Pernambuco e R$ 164 milhões do Banco Pontual.
O CMN autorizou também a livre movimentação de títulos privados nas chamadas operações compromissadas. Dessa forma, o investidor que comprar um título privado com compromisso de revenda numa determinada data poderá negociá-lo com terceiros antes do vencimento. A medida, explicou o diretor de Normas do BC, Sérgio Darcy, aumentará a segurança do investidor quanto à liquidez do papel.


