Banco Central dos EUA corta juros para evitar recessão
Em decisão amplamente esperada pelo mercado, o Federal Reserve (o Fed, banco central dos EUA) cortou a taxa básica de juros pela sétima vez neste ano, em 0,25 ponto percentual, para 3,5%. Com a redução, os juros atingem o nível mais baixo desde março de 1994. Os últimos dados divulgados até agora ainda não permitem aos economistas afirmarem com clareza se a economia norte-americana começará a se recuperar neste trimestre ou se continuará desaquecida.
E essas incertezas dividem os economistas sobre qual será o próximo passo do Fed em relação às taxas de juros depois do corte ontem.O último relatório do Fed sobre as condições regionais da economia, o chamado Livro Bege, sugere que a instituição está pronta para dar continuidade à política monetária para tirar o país da desaceleração.
Segundo o relatório, divulgado no dia 8 deste mês, o melhor cenário era de estagnação na maioria das regiões analisadas. ''O desaquecimento na indústria começa a se espalhar por outras partes da economia.'' De acordo com dados preliminares do Departamento do Comércio dos EUA, o PIB cresceu apenas 0,7% no segundo trimestre, o que significa o ritmo mais lento em oito anos.
Economistas já afirmam que a revisão do PIB, prevista para o final deste mês, pode indicar crescimento ainda menor, ou mesmo a primeira contração desde o primeiro trimestre de 1992. O presidente do Fed, Alan Greenspan, estipula um crescimento da economia norte-americana em 2001 entre 1% e 1,5%.
Na sexta-feira passada, o Departamento do Comércio dos EUA divulgou aumento do déficit da balança comercial dos EUA, em junho. Embora tenha ficado dentro do esperado pelos economistas em Wall Street, o déficit subiu para US$ 29,41 bilhões, após somar US$ 28,47 bilhões em maio (dado revisado). (AF)





