O Banco Central pôs um freio ontemno ritmo de queda do juro no overnight, ao atuar no mercado de títulos públicos, como tomador de recursos, por uma taxa de 34,8% ao ano, 0,20 ponto porcentual inferior ao do dia anterior. Até a véspera, o BC vinha cortando 0,50 ponto ao dia a taxa do overnight.
A decisão causou estranheza no mercado, mas o BC foi além e deixou clara uma desaceleração na redução do juro básico também para hoje. Em outra operação, de hoje para segunda-feira, o BC emprestou dinheiro aos bancos cobrando 34,6% ao ano, taxa 0,20 ponto menor que a de ontem.
Surpreendido pela novidade, o mercado foi atrás de possíveis razões que teriam levado a uma diminuição da velocidade de queda dos juros. Sobraram especulações. Uma delas foi uma possível dificuldade com o FMI pela suposta disposição do Senado de fazer uma análise mais profunda dos termos do acordo.
A redução não surpreendeu quem considerava o ritmo de corte de 0,50 ponto acelerado, se mantido até a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), dia 16. Nesse ritmo, o juro básico chegaria a essa reunião no nível de 28% a 27,50% ao ano, considerado baixo.
A decisão do BC, de todo modo, levou a uma elevação apenas dos juros futuros, sem alterar o nível de remuneração dos CDBs.
Embora sem referência no mercado de ações de Nova York, que não movimentou o pregão ontem por causa do feriado de Dia Nacional de Ação de Graças, a Bolsa de São Paulo sustentou uma valorização de 0,49% no fechamento. A valorização acumulada na semana subiu para 4,95%, que fica ampliada para 27,05% no mês. A perda no ano está em 12,19%.

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