Banco Araucária enfrentou a crise de 98 com lucro
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de março de 1999
Andréa Bertoldi Espacial para a Folha 
Apesar de o ano de 98 ter sido marcado por dificuldades financeiras na economia mundial e crise nos bancos nacionais, o Banco Araucária, com sede em Curitiba, fechou o ano com resultados positivos. O lucro líquido foi de R$ 4,7 milhões, um aumento de 24% sobre o ano anterior. Este valor representa um retorno de 21,8% sobre o patrimônio líquido, que cresceu 57% no período de dezembro 97/98, passando de R$ 19 milhões para R$ 28,7 milhões (dezembro/98). O diretor-presidente do banco, Alberto Dalcanale Neto, atribui esse crescimento à postura conservadora da instituição, de ter preferência por crescimentos constantes a cada ano.
O banco tem algumas metas traçadas para 99 como o crescimento do patrimônio, que ainda não tem previsão de índices. Este ano, o Araucária também deve entrar mais na área de prestação de serviços. Para iniciar esse processo, já firmou um acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF) para administrar crédito imobiliário.
Na Rua Carlos de Carvalho, em Curitiba, será instalado um talk free, que começa a funcionar a partir de abril, para atender melhor os mutuários da CEF. O banco vai iniciar esse trabalho com 10 mil contratos em vigor, em Curitiba e no Paraná, fazendo a cobrança das prestações. Com isso, o Araucária está criando 15 postos de trabalho. Segundo Dalcanale, existem outras idéias para serem colocadas em prática em 99 a ser definidas no final de março.
Hoje, o banco atua em áreas como crédito para pessoa física e jurídica, carteira de câmbio e tesouraria, representando respectivamente 60%, 30% e 10%. Mantém duas agências em Curitiba e uma em Foz do Iguaçu.
O perfil dos clientes também é mais conservador e formado por investidores de pequeno a grande porte. Em 98, os depósitos a prazo representaram R$ 44,5 milhões, especialmente em renda fixa. Já as pessoas jurídicas, os clientes do banco, são pequenas e médias empresas. O limite de crédito não é maior que R$ 500 mil e o empréstimo para capital de giro é de R$ 300 mil. Dalcanale disse ainda que, a inadimplência está abaixo da média de mercado, mas não apontou valores.


