Banco apostava na reação da renda agrícola em 97
O Bamerindus estava apostando na recuperação da renda agrícola este ano para ampliar as operações de crédito agrícola e reestruturar sua atuação no mercado. Junto com o agricultor, também foi prejudicado pelo excesso de endividamento do setor rural a partir de 1995. Com R$ 500 milhões na carteira de crédito rural, o banco é o terceiro em atendimento aos agricultores, tendo à frente apenas o Banco do Brasil e o Bradesco.
No ano passado participou ativamente do processo de renegociação das dívidas dos produtores rurais, tendo securitizado um total de R$ 205,5 milhões, correspondentes a 3.592 operações de financiamento rural, conforme demonstra o balanço do banco, divulgado ontem. É uma demonstração que o Bamerindus abraçou a questão do produtor rural desde o primeiro momento.
Desde o início, o crescimento do Bamerindus foi sustentado pela atividade agrícola, optando pela sua expansão, nas regiões em desenvolvimento e nas fronteiras agrícolas. Foi pioneiro em regiões de desbravamento como no Oeste e Norte do Paraná. Em seguida partiu para a instalação de agências no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.
Na verdade, o Bamerindus foi driblando a concorrência dos grandes bancos sediados em São Paulo e Rio de Janeiro. Consolidou sua posição nas regiões interioranas e de fronteiras agrícolas, atendendo a agricultura para depois consolidar sua posição nos grandes centros urbanos. (Vânia Casado)





