Banco admite troca de taxas por juros
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terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Agência Estado 
Curitiba- O presidente do HSBC no Brasil, Emilson Alonso, disse ontem, em Curitiba, que os bancos perderão receita com as medidas para regulamentar as tarifas bancárias, adotadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), e que isso pode redundar em um aumento de juros. ''Todo o sistema financeiro vai pagar, mas não tem lanche de graça'', acentuou. ''Pode, eventualmente, implicar em aumento de juros em alguma linha.'' Segundo ele, em algumas operações, as taxas eram adotadas com vistas a baixar os juros.
No entanto, ele elogiou a iniciativa do governo, por dar mais transparência à sociedade e aumentar a concorrência no mercado. ''É um ganho para a sociedade, porque é importante saber que o governo tem controle nesse setor, que os bancos não fazem o que querem'', afirmou. No HSBC, as tarifas representam um terço da receita.
Alonso disse que o desempenho do banco deve ficar dentro das expectativas, com crescimento de 20% em relação ao ano passado, quando lucrou R$ 946,7 milhões, ampliando a participação brasileira no lucro mundial de 1,9% para cerca de 2,5% a 3%. ''O Natal este ano está uma delícia'', comemorou.
Alonso também defendeu os grandes lucros conseguidos pelas instituições financeiras, mesmo reconhecendo que os juros e as tarifas são elevados. O HSBC multiplicou por três seus ativos entre dezembro de 2003 e julho de 2007, passando de R$ 9 bilhões para R$ 28 bilhões, enquanto o lucro foi multiplicado por quatro. Hoje, possui 10 milhões de clientes no Brasil.


