Possuir uma conta corrente tornou-se, hoje em dia, uma exigência dos empregadores que buscam cada vez mais facilitar a rotina de pagamentos. Por isso, muitas pessoas administram apenas a conta-salário. Esse é o caso da supervisora de classificados Adriana Marques Saraiva que prefere utilizar os serviços oferecidos pelo banco ao marido que também desfruta de cartão de crédito. ''Dessa forma, diminuímos os gastos com a CPMF e a taxa de manutenção'', disse Adriana que recebe cinco salários mínimos por mês.
A secretária e atendente de call center Cristiana de Oliveira é titular de duas contas-salário, uma conta corrente e uma caderneta de poupança em três diferentes bancos. O motivo não é excesso de dinheiro, mas a necessidade de equilibrar as despesas. Cristiana recebe cerca de R$ 1,2 mil/mês e, para não pagar juros nem multa, ela não dispensa o banco do qual é cliente há cinco anos. ''Eu posso entrar no limite sem pagar juro por até 10 dias e isso ajuda muito'', explicou.
Nos últimos nove anos, o motorista Luiz Antonio Pereira ficou desempregado durante um terço deste período e nem assim abriu mão da sua conta corrente especial. Segundo ele, o cheque ainda é sinônimo de crédito e o pré-datado facilita muito as negociações de pagamento. ''O importante é saber controlar a conta para não extrapolar o limite porque os juros bancários são muito altos. Caso contrário, é melhor não ter conta alguma'', alertou Pereira que recebe R$ 556,00 de salário. (Betânia Rodrigues)

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