Bancários vão cobrar aumento
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segunda-feira, 11 de janeiro de 1999
Carmem Murara 
Não é somente o encaminhamento do processo de privatização do Banestado que está a espera do futuro presidente da instituição financeira Reinhold Stephanes. Assim que assumir o cargo - o que está previsto para acontecer na quarta-feira da próxima semana, dia 20 - ele receberá do Sindicato dos Bancários um pedido de audiência para tratar da situação dos funcionários do banco. O sindicato quer que o Banestado cumpra o acordo salarial assinado pelos demais bancos do País, em setembro do ano passado.
Na última data base, os bancários em todo o País receberam um reajuste de 1,2% e mais um abono de R$ 700,00, mas essas reposições salariais não atingiram o Banestado. Em 97, não houve o repasse de 5% de aumento salarial, o que reforça o discurso dos funcionários em prol do incremento nos vencimentos.
Queremos acertar as pendências que ficaram e pedimos uma reunião com o ex-ministro da Previdência, afirmou, ontem, o presidente do Sindicato dos Bancários, Pedro Eugênio Leite. Em fevereiro, termina um acordo coletivo fechado entre bancários e a diretoria do Banestado.
O Banestado está hoje num processo de enxugamento de seu quadro de pessoal e fechamento de agências deficitárias. A meta é reduzir para economizar e não há qualquer sinalização de aumento salarial. O banco tinha 13 mil funcionários há cinco anos. Hoje, são cerca de 10 mil bancários em todo o Estado.
Stephanes ainda não se pronunciou sobre este assunto, mas em nota oficial distribuída pela Comunicação Social do Palácio Iguaçu ele declara: O saneamento é a garantia de emprego para os funcionários. Se não houvesse, o emprego de todos estaria ameaçado, afirmou o futuro presidente do Banestado.


