O Sindicato dos Bancários de Londrina entra com recurso no Tribunal de Justiça, na próxima semana, para tentar derrubar liminares que proíbem a entidade de fazer manifestações em frente a bancos da cidade. Alguns despachos estabelecem a distância mínima de 100 metros da instituição bancária para manifestações dos trabalhadores e autorizam o uso de força policial para fazer cumprir a decisão judicial. Em caso de desobediência, a entidade dos trabalhadores está sujeita a multas de R$ 1 mil a R$ 100 mil por dia.
A estratégia adotada pelos bancos para evitar piquetes grevistas em frente às instituições não é nova - já foi utilizada ano passado -, mas este ano foi intensificada, segundo informações do diretor do sindicato Paulo Lima. Os bancos entraram com ação denominada de interdito proibitivo, visando garantir a posse do imóvel.
''Em nossa opinião, a Justiça está sendo induzida a um erro, já que a matéria é trabalhista. Estamos em campanha salarial, seguindo os trâmites legais da lei de greve'', diz Lima. Ele acrescenta que o sindicato nunca colocou em risco os imóveis dos bancos e sempre garantiu o mínimo de atendimento ao cliente em períodos de greve. ''Estão nos tratando como terroristas'', comenta.
Foram concedidas liminares favoráveis aos bancos Unibanco (1ª Vara Cível), Itaú/Banestado (2ª Vara), ABN-Amro Real (4ª Vara), Banespa (7ª Vara), Sudameris (8ª Vara) e Bradesco. Em todas as decisões, os juízes acatam o pedido, alegando, basicamente, a necessidade de garantir o funcionamento das agências e livre acesso ao trabalho dos funcionários que não quiserem aderir à greve.
A categoria está com greve decretada e, segundo Lima, a paralisação pode ocorrer a qualquer momento. A data base dos bancários é setembro. A categoria pede reajuste de 20% e os banqueiros oferecem 4%.
O sindicato solicitou reunião com a direção local do Fórum para discutir as decisões judiciais e pretende, na quinta-feira, levar a discussão para a sessão da Câmara de Vereadores.

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