A exemplo do Sindicato de Bancários de São Paulo, no caso Banespa, sindicalistas da categoria no Paraná vão adotar medidas jurídicas e políticas contra a privatização do Banestado. Como a data do leilão do Banespa está sendo protelada há quase cinco anos por medidas liminares judiciais, o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana, José Daniel Farias, não acredita que o leilão do banco paranaense aconteça em 2000.
‘‘O governo está tentando ‘limpar’ as barreiras judiciais antes de marcar em definitivo o leilão, mas isso com certeza não vai acontecer nos próximos meses’’, conta. As entidades contrárias à privatização contrataram os mesmos escritórios de advogados que defendem os bancários de São Paulo contra a venda do Banespa. ‘‘Temos várias medidas preparadas, que serão apresentadas de maneira estratégica, no melhor momento, para evitar que o governo derrube todas as liminares de uma só vez, antecipando a venda.’’
Além das medidas judiciais, os bancários querem incentivar a participação da sociedade nas discussões sobre a venda de empresas estatais. No dia 17 de julho será reativado o Comitê Interno do Banestado contra a privatização e o comitê Reage Brasil no Paraná. O ato público será às 10 horas, na Boca Maldita. Participam do comitê 21 sindicatos de bancários do Estado, duas federações, Associação Banestado, Associação de Funcionários do Banestado, a Associação dos Acionistas Minoritários e o Fundo de Pensão dos Funcionários do banco.
O comitê Reage Brasil foi criado para tentar impedir a privatização da Companhia Vale do Rio Doce. Com o relançamento no Paraná, o comitê terá a função de organizar manifestações públicas contra a venda do Banestado, Copel e Sanepar a partir do segundo semestre. ‘‘Vamos trabalhar em várias frentes e lutar para que o Banestado continue sendo um banco estatal, não de um governo, mas público de verdade, com a participação de segmentos sociais na sua gestão’’, conclui o presidente do sindicato. (E.C.)

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