São Paulo - O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta de reajuste salarial apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na sétima rodada de negociação realizada ontem. A Fenaban apresentou proposta de reajuste salarial de 7,5% sobre os salários e verbas salariais.
  O comando orientou os sindicatos a realizarem assembléias até o dia 29 para rejeitar a proposta e aprovar a greve de 24 horas no dia 30. A categoria defende um reajuste de 13,23%, que corresponde à inflação e a um aumento real de 5%. Eles querem vale-alimentação e auxílio-creche de R$ 415 e vale-refeição de R$ 17,50 por dia. Os bancários reivindicam também uma participação nos lucros e resultados de três salários mais um valor fixo de R$ 3.500, sem teto nem limitador.
  ‘‘Deixamos claro que a proposta é inaceitável para os bancários porque está muito distante das reivindicações da categoria e não condiz com os resultados extraordinários dos bancos e nem com as propostas de outros setores empresariais’’, disse Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT e coordenador do Comando Nacional. Freitas disse que os bancários farão paralisações e manifestações amanhã, no Dia Nacional de Luta.
  Os bancários realizaram manifestações ontem nas agências e na Central de Atendimento do Banco do Brasil em São José dos Pinhais. A ‘‘porta do inferno’’ do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região foi instalada na agência da Caixa Econômica Federal em São José dos Pinhais. A justificativa da paralisação foi a ausência de condições de trabalho no local e a necessidade de mais funcionários para atendimento aos clientes. (Colaborou Andréa Bertoldi)

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