Bancários rejeitam nova proposta da Fenaban
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Fábio Galiotto<br> Reportagem Local 
Os bancários recusaram ontem nova oferta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste salarial e para todos os benefícios de 7,5%, sem direito a qualquer abono, ainda na mesa de negociações, na capital paulista. De acordo com o Sindicato dos Bancários de Londrina, a categoria entende que a proposta não chega nem mesmo a corrigir a inflação de 9,8%. A discussão entre patrões e trabalhadores continuará às 11 horas de hoje, novamente no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.
Depois de duas semanas de greve, a Fenaban, braço sindical da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), resolveu reabrir a negociação e enviou na noite de segunda-feira um convite à discussão para o Comando Nacional dos Bancários. A proposta anterior era de 5,5%, mais abono único de R$ 2,5 mil.
A categoria, no entanto, pede reajuste de 16%, dos quais 9,8% de reposição da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) até agosto, mais 5,7% de aumento real. O pedido se baseia na conta da Federação de Trabalhadores em Empresas de Crédito (Fetec) do Paraná, de que somente as cinco maiores instituições do setor tiveram aumento de 27% nos lucros no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2014.
Diretor do sindicato em Londrina, Joseph Sônego, afirma que a greve continua normalmente, com 20.217 bancários de braços cruzados em 819 agências fechadas, apenas nas bases da Federação dos Trabalhadores de Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-PR). Nos sindicatos da base da Federação dos Bancários do Paraná (Feeb-PR), são 519 agências em greve.
De acordo com a Contraf-CUT, são 12.496 agências e 40 centros administrativos que paralisaram atividades nos 26 estados e no Distrito Federal. Sônego lembra que a mobilização foi responsável por tirar a Fenaban da inércia e a fazer com que apresentassem nova oferta, mesmo que ainda não tenha sido aceita pela categoria. "Mas se a negociação parou e continuará amanhã (hoje), pode ser sinal de que será construída uma nova proposta em conjunto", afirma o diretor do sindicato em Londrina.


