Mauro FrassonMobilizaçãoCristiano Vicente, assessor do sindicato (à esq) e Pedro Leite, presidente do sindicato, que inicia campanha salarial no Paraná e pede reajuste de 23,82%Os bancários iniciam nesta semana campanha salarial pedindo mais segurança nas agências bancárias do Paraná. Até junho deste ano, 106 agências já foram assaltadas no Estado, contra 155 ocorrências durante todo o ano de 1996. Apesar do aumento recorde no número de assaltos, a maioria dos bancos ainda resiste à exigência de colocação de portas antifurto e de contratação de mais funcionários para a área de segurança. Segundo dados do sindicato dos bancários, as portas não impedem os assaltos, mas conseguem barrar cerca de 70% das ocorrências.
A pauta de reivindicação dos bancários também inclui pedidos para ampliação do horário de atendimento das agências, que atualmente funcionam das 10 às 16 horas. Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana, Pedro Eugênio Leite, o ideal seria que os bancos prestassem atendimento ao público das 9 às 17 horas, contribuindo para diminuição das filas - hoje uma das principais reclamações dos usuários. A reivindicação, no entanto, é combatida pelos bancos, que alegam que teriam gastos com a contratação de mais funcionários.
Além disso, os bancários também reivindicam um reajuste salarial de 23,82%, percentual necessário para repor as perdas de salário e os aumentos não repassados para os pagamentos. Os bancários também pedem participação no lucros das instituições e o fim das demissões no sistema financeiro, que desde o início do Plano Real já cortou cerca de 158 mil postos de trabalho. Segundo cálculos do Sindicato dos Bancários, a média de demissões nos últimos dois anos é aproximadamente 174 funcionários por dia.
Durante todo o mês de setembro, os bancários estarão promovendo vários protestos para reivindicar o cumprimento das exigências da Campanha Salarial. Hoje, eles deverão paralisar durante uma hora a agência Carlos Gomes do Unibanco, em Curitiba. O Unibanco é uma das instituições que fazem parte da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), responsável pela negociação salarial junto à categoria.

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