Curitiba - O Sindicato dos Bancários do Paraná distribuiu bolo e um manifesto para clientes e funcionários da agência do HSBC do Palácio Avenida, no centro de Curitiba, na manhã de ontem. O ato foi uma comemoração irônica ao sétimo aniversário de instalação do banco no Brasil e serviu para denunciar situações que, segundo o sindicato, ferem as relações de trabalho. Hoje, completam-se sete anos da intervenção do Banco Central (BC) no Bamerindus que, dias depois, foi comprado pelo banco inglês.
''O banco tem tomado atitudes que não condizem com a relação democrática do trabalho'', destacou a presidente do Sindicato dos Bancários, Marisa Stédile. Uma delas, segundo a sindicalista, é o não cumprimento da distribuição dos lucros entre os empregados. Pelas regras instituídas pelo HSBC, o índice de participação nos resultados varia de 5% a 15%. O banco, segundo ela, garante que repassou o percentual máximo, mas o sindicato tem dúvidas com relação a isso. Marisa alegou que, apesar do banco ter atingido as metas, o lucro foi menor do que o esperado porque teria feito uma provisão alta de créditos em liquidação.
Outro fator que tem gerado insegurança entre os funcionários do HSBC, segundo Marisa, são os constantes boatos de terceirização, que atingiria o setor de informática do banco. Nesses sete anos, o HSBC já teria demitido perto de 8 mil funcionários. O sindicato também denuncia a implantação ilegal de jornada parcial de trabalho. Pelo acordo coletivo, a jornada dos bancários é de seis horas consecutivas e o banco estaria reduzindo a carga horária e os salários.
A assessoria de imprensa do HSBC informou que nenhum representante do banco falaria sobre as denúncias levantadas pelo sindicato. Disse que manifestações como a de ontem são atos democráticos e que o ''HSBC continuará buscando o diálogo para resolver as questões''.

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