Bancários protestam contra política de pessoal do HSBC
Marcos Zanatta
De Maringá
O Sindicato dos Bancários de Maringá e região fechou ontem durante toda a manhã a agência centro do HSBC, em protesto contra a política de pessoal do banco. Para simbolizar o protesto a entidade colocou um chapéu gigante na esquina da agência, além de faixas Volta Zé, com símbolos do antigo Bamerindus, em referência ao antigo dono do banco, o ex-senador e ex-ministro José Eduardo de Andrade Vieira. A idéia partiu dos próprios funcionários, que dizem sentir saudades da antiga diretoria do banco, disse o presidente do sindicato, José Marco Barbizan.
O protesto foi marcado, explica Barbizan, para mostrar a realidade do banco quatro anos depois de ser vendido a uma instituição estrangeira. Nesse período o HSBC já demitiu nove mil brasileiros, lamenta. O sindicalista lembra que o banco de capital inglês teve um apoio de R$ 6 bilhões de dinheiro público para comprar o Bamerindus. Apesar disso e do lucro no país vem contribuindo para ampliar o desemprego, ataca Barbizan. Ele compara que dos R$ 390 milhões que o HSBC já lucrou, mais de R$ 100 milhões foram reservados para pagar a demissão dos funcionários.
O sindicalista conta ainda que os funcionários que ficam são obrigados a entrar em um clima de competição. Primeiro para ver quem vende mais produtos, e segundo para colaborar na economia de despesas das agências. O HSBC só olha o lado da empresa, diz. Uma mostra dessa situação, revela Barbizan, é que primeiro o banco cortou a bolsa estudo, para depois devolver o benefício como despesa de agência. O funcionário que opta pela bolsa é visto como alguém que não quer atingir as metas de economia, lamenta. O protesto, que deveria ocorrer em todo o país, acabou atingindo apenas algumas cidades. Os gerentes da agência em Maringá não quiseram falar sobre a manifestação.





