Bancários protestam contra demissões
Kraw PenasSem diálogoBancários distribuem bananas em frente a agência do HSBC no centro de Curitiba: sindicato quer remanejamento de 300 funcionários demitidos, mas não consegue resposta do bancoO Sindicato dos Bancários de Curitiba realizou ontem duas manifestaçãos no centro da Cidade para protestar contra o fechamento de 53 agências do HSBC Bamerindus no Mato Grosso do Sul, e também contra um programa de demissões voluntárias colocado em prática pelo Banco Meridional, que os bancários temem atingir até 45% dos funcionários.
Os atos foram realizados simultâneamente nas principais capitais do País, e em Curitiba aconteceram em frente às agências Palácio Avenida, do HSBC, e centro, do Banco Meridional, onde sindicalistas distribuiram bananas para a população.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Pedro Eugênio Leite, 20 agências do HSBC foram fechadas ontem, e outros 33 devem parar de funcionar até o fim de fevereiro no Mato Grosso do Sul. Estamos tentando o diálogo com a diretoria para o remanejamento desses 300 funcionários que tiveram suas demissões anunciadas mas até agora não tivemos resposta, disse.
O HSBC resolveu diminuir sua estrutura no Mato Grosso do Sul depois que um desentendimento entre o banco e o governo daquele estado acabou com um convênio em que o HSBC atuava como banco oficial. Leite informou que essa função está sendo absorvida pelo Banco do Brasil, que por não estar contratando funcionários está tendo dificuldades para absorver o movimento. Como 33 municípios vão ficar sem qualquer banco, e o BB não deve conseguir suportar o aumento de trabalho, acreditamos que ainda existe uma possibilidade dos partes se entenderem e o acordo voltar a vigorar, falou Leite.
Em relação às demissões do Banco Meridional os sindicalistas denunciaram a existência de um clima de terror nas agências do banco, onde os funcionários estão sendo pressionados a aderir ao plano de demissão voluntária, ameaçados por demissões e terceirização. Segundo os sindicalistas esse processo pode levar a uma redução de 2/3 na estrutura do banco que hoje possui sete mil funcionários. Na última quarta-feira os bancários do Meridional fizeram um abaixo-assinado pedindo a suspensão das demissões e o início das negociações.





