O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metopolitana começou ontem a organizar o calendário de mobilizações dos funcionários do Banestado, com possível greve a partir do dia 21. Na segunda-feira, a direção do sindicato se reuniu com diretores do banco para discutir a inclusão de cláusulas de salvaguarda no acordo coletivo de trabalho. ‘‘Não avançamos porque o pessoal do banco disse que nossas solicitações fogem da alçada deles e as decisões ficam a cargo do Secretário de Fazenda e do governador’’, explicou o presidente do Sindicato, José Daniel Farias.
Os sindicalistas querem que o acordo coletivo desse ano – a data-base é setembro – inclua cláusulas como garantia de manutenção dos postos de trabalho, não fechamento de agências e continuidade do fundo de pensão dos servidores por pelo menos cinco anos após a privatização. Essas cláusulas foram apresentadas como emenda à lei aditiva para privatização do Banestado, aprovada pela Assembléia Legislativa do Paraná no mês passado. Mas a bancada governista derrubou todas as propostas defendidas pelos bancários. A direção do Banestado informou ontem que a maioria das cláusulas de salvaguarda deverão ser discutidas com os compradores do banco.
Apesar disso, as solicitações serão encaminhadas para o Secretário da Fazenda e o Governador. As próximas reuniões para discutir o assunto foram marcadas para os dias 15 e 20 de setembro. Essa é a primeira vez que as cláusulas econômicas ficam em segundo plano nas discussões do acordo coletivo. Os bancários pedem 27,3% de reajuste salarial.

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