Curitiba - Os bancários podem entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 30 de setembro. Na quinta-feira, a categoria realiza assembleias para avaliar a proposta feita pela Federação Nacional de Bancos (Fenaban). Os dirigentes dos Sindicatos dos Bancários de Curitiba e de Londrina acreditam que o mais provável é que a greve seja aprovada.
O presidente do sindicato da categoria em Curitiba e Região Metropolitana, Elias Jordão, contou que as negociações com a federação começaram no dia 19 de agosto e já foram cinco rodadas de discussões entre as partes. A proposta da Fenaban foi apresentada no último dia 19 de setembro. As reivindicações dos trabalhadores foram entregues aos bancos no dia 9 de agosto.
"A nossa proposta é entrar em greve. A gente não vê outra alternativa’’, disse Jordão. Segundo ele, durante a paralisação, caso seja aprovada, devem funcionar apenas os caixas automáticos e a compensação de cheques. Curitiba e Região contam com cerca de 18 mil bancários e 500 agências.
"A expectativa é de greve por tempo indeterminado", disse a secretária geral do Sindicato dos Bancários de Londrina, Gisa Bisotto. Segundo ela, "a paralisação é a saída para conseguir as reivindicações. O último recurso". Londrina tem cerca de 2.100 bancários e 90 agências.
Os bancários querem 12,5% de reajuste com 5,78% de ganho real; piso salarial de R$ 2.979,25 (salário mínimo do Dieese); Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 6.247 fixos; auxílios refeição, alimentação e creche no valor de R$ 724 cada; fim das metas abusivas; garantia de emprego com o fim da rotatividade; mais contratações; mais segurança; plano de cargos e salários para todos; entre outros.
A Fenaban informou que apresentou uma proposta salarial com 7% de reajuste nos salários e benefícios (ganho real de 0,61%); reajuste de 7,5% nos pisos; correção de 7% para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR); auxílio refeição de R$ 24,80 por dia; auxílio cesta alimentação de R$ 424,20 e auxílio creche de R$ 353,86 para filhos com idade até cinco anos e 11 meses. A federação informou ainda que confia no diálogo, que tem sido presente nas negociações, para alcançar os entendimentos necessários ao fechamento do acordo e renovação da convenção coletiva de trabalho.

CONSUMIDOR
A coordenadora do Procon-PR, Cláudia Silvano, disse que o consumidor não pode ser prejudicado durante a greve e que, se tiver prejuízo, pode buscar os seus direitos. Ela alertou, porém, que o consumidor também precisa lembrar que há meios alternativos para o pagamento de contas como supermercados, lotéricas, farmácias, internet e mesmo junto ao credor.
No entanto, no caso de faturas que só podem ser pagas em um único banco do qual a pessoa não é correntista, o consumidor pode procurar o Procon caso seja prejudicado de alguma forma, segundo Cláudia.

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