O Sindicato dos Bancários faz assembléia hoje e pode decretar greve a partir do dia 26 no Banestado. A proposta foi confirmada ontem após os sindicalistas terem recebido o comunicado da diretoria do banco de cancelamento da reunião para discutir benefícios para os funcionários do banco. Em Londrina, a assembléia será às 19 horas, na sede do Sindicato.
A diretoria de Recursos Humanos do banco sugeriu adiar para o dia 25 o encontro, alegando ‘‘força maior’’. Segundo antecipou ontem o presidente do banco Reinhold Stephanes, não há como atender o pedido dos bancários. ‘‘A carta de reivindicação é absurda. O que eles querem não se aplica em nenhum banco no País’’, criticou Stephanes.
O sindicato quer que o Banestado inclua no acordo coletivo de trabalho garantia de emprego por cinco anos, manutenção do Fundo de Pensão dos Funcionários e proibição ao fechamento de agências. ‘‘Nós havíamos dito que se não houvesse entendimento a solução seria a greve’’, afirmou o presidente do sindicato, José Daniel de Farias.
Em Londrina, os bancários fizeram manifestação ontem pela manhã no Calçadão. A mobilização tem dois focos: a privatização do Banestado e a data-base da categoria. As negociações da data-base, segundo o diretor dindical Geraldo Fausto dos Santos, estão emperradas.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma proposta de 5% de reajuste salarial, fim do anuênio, produtividade zero e 15% a título de paticipação nos lucros. Os bancários querem o repasse da inflação – 9,21% –, produtividade de 19,96%, 25% de participação nos lucros e anuênio de 2%. (Com Benê Bianchi).

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