Cerca de 300 delegados de 11 bases do Sindicato dos Bancários do Paraná participam desde ontem em Londrina da 13 Conferência Estadual dos Bancários, que segue até hoje ao meio dia. O evento, que acontece pela primeira vez no interior do Estado, vai definir as propostas da categoria que serão encaminhadas à Conferência Nacional, que acontece dos dias 29 a 31 de julho, em São Paulo.
Dentre as reinvindicações, os bancários estão debatendo questões ligadas à melhoria dos salários, saúde do trabalhador e condições de trabalho, segurança bancária e sobre o projeto de lei nº 4330, que remete à terceirização dos serviços bancários, ao qual os sindicalistas são contra. Durante a abertura, representantes da categoria relembraram a campanha salarial de 2010, quando conseguiram reajuste de 6%, e já começaram a discutir a estratégia de campanha deste ano.
''Queremos garantir a unidade dos bancários colocando em pauta a nossa ordem do dia, que é a luta do aumento real dos salários. A previsão (para o pedido de aumento) deste ano é a reposição da inflação mais cinco por cento'', calculou Wanderley Crivellari, presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina.
Os delegados também definirão as estratégias de mobilização, negociação e quais serão os representantes do Paraná que irão participar da Conferência Nacional. Crivellari ressaltou a importância de melhores condições de trabalho para os bancários, dando ênfase para a saúde dos trabalhadores. ''Hoje os bancários estão submetidos a uma pressão terrível pelo cumprimento de metas. Estão ficando doentes, estão se acidentando...por isso lutar pela melhoria das condições de trabalho é fundamental''.
Já Carlos Alberto Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), que esteve na abertura do evento e conversou com a FOLHA, elencou algumas discussões que estão sendo levadas insistentemente à direção dos bancos: exigência de estabilidade no trabalho, segurança, condições de trabalho, melhoria de remuneração, aposentadoria digna e atendimento de qualidade à população. ''O piso da nossa categoria é muito baixo (R$ 1.250), enquanto a cada três anos o patrimônio dos bancos dobra. Só o que é cobrado de tarifa, corresponde duas vezes a folha de pagamento do pessoal'', comentou.
Em relação aos frequentes assaltos contra agências bancárias, inclusive com a onda de ataques com explosivos contra os caixas eletrônicos em todo o País, Cordeiro elencou uma tríade de ações importantes para diminuir o problema: a melhoria dos equipamentos de segurança, vigilantes capacitados e um trabalho de esclarecimento com o público que frequenta as agências. ''Temos que ter uma segurança similar aos dos aeroportos, com equipamentos de qualidade. Também precisamos que os profissionais que trabalham conosco sejam treinados de maneira específica e bem remunerados para enfrentar estas situações'', complementou.

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