Os bancários iniciaram ontem uma série de paralisações em agências do Banestado, recentemente comprado pelo Itaú. Eles protestaram contra as demissões que estariam ocorrendo desde a última terça-feira e pedem a garantia de emprego. ‘‘Entre 3 e 5 mil funcionários devem ser demitidos. Algumas demissões já ocorreram’’, garantiu Marisa Stédile, funcionária do Banestado e dirigente da Federação dos Bancários.
Marisa contou que tem o depoimento de três bancários que dizem que foram demitidos porque não quiseram ser transferidos para agências do interior do Estado. ‘‘Isto é um absurdo’’, declarou ela, denunciando ainda que os funcionários com mais de 40 anos estão sendo retirados da área operacional e separados em funções que antes eram terceirizadas. ‘‘Ainda há a discriminação de funcionários idosos e com lesões por esforço repetitivo (LER)’’, afirmou.
O responsável pela área operacional do Banestado na Região Metropolitana de Curitiba, Roberto Rezende, negou que tenham ocorrido demissões de funcionários concursados. Mas admitiu que foram dispensados funcionários terceirizados, office boys e estagiários. ‘‘A gente dispensou os terceirizados e fizemos um remanejamento de funções. Não existe qualquer tipo de discriminação ou de corte de pessoal’’, garantiu ele.
A paralisação dos funcionários ocorreu em frente à agência da Westphalen, no centro de Curitiba. ‘‘Vamos continuar paralisando todos os dias, até que se reverta a situação’’, salientou José Daniel Farias, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana.

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