Carmem Murara
Curitiba
Os bancários que trabalham no Banestado fizeram ontem assembléia geral, em vários municípios do Estado para definir uma possível greve a partir de hoje. A tendência de paralisação, em Curitiba, era forte até a noite, quando os funcionários do banco lotaram o plenarinho da Assembléia Legislativa para tirar uma posição. A intenção era deflagrar greve por tempo indeterminado até que o Banestado reveja seu plano de corte de benefícios.
O impasse que motivou os bancários a cogitar a greve foi a decisão da diretoria do Banestado de monitorar as horas extras dos funcionários. Cerca de 4,3 mil funcionários fazem horas extras regulares há vários anos e com o corte poderiam perder até 40% de seus salários. ‘‘Não admitimos que haja a mudança, pois há casos em que eles têm as extras há mais de 10 anos’’, afirmou a diretora da Federação dos Trabalhadores em Bancos (Fetec), Mariza Stédile.
A discussão que tem sido travada entre sindicalistas e Banestado, nas últimas semanas, diz respeito à renovação do acordo que inclui as cláusulas sociais. Durante todo o dia de ontem, um grupo de sindicalistas esteve reunido na sede administrativa do Banestado para tentar chegar a um denominador comum.
Ao todo são 46 itens avaliados e que passam a fazer parte do contrato coletivo de trabalho. O Banestado tinha sinalizado com a possibilidade de aceitar todas as demais exigências, mas emperrou nas horas extras. ‘‘Sem o acordo de uma cláusula, não haverá acordo’’, disse Mariza.

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