Os Sindicatos dos Bancários de Londrina, Apucarana, Arapoti e Cornélio Procópio fizeram, ontem, o lançamento regional da Campanha Nacional Unificada da categoria de trabalhadores. Durante parte da manhã os sindicalistas percorreram o Calçadão de Londrina, passando por agências bancárias e entregando panfletos à população.
Durante a passeata, os participantes anunciaram o início das negociações salariais dos representantes dos bancários de todo o Brasil com as entidades que representam os bancos. A categoria reivindica reajuste salarial de 11,93%, com 5% de aumento real, piso salarial de R$ 2.860,21, R$ 678 mensais para vale alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche, melhores condições de trabalho, entre outras exigências.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina, Wanderley Crivelari, depois das primeiras negociações a categoria pode marcar greve por tempo indeterminado já para setembro. "O histórico mostra que a intransigência dos bancos com as reivindicações é grande. Se em agosto as negociações não avançarem teremos greve em setembro", disse Crivelari.
Já o presidente do Sindicato dos Bancários de Cornélio Procópio, Divonzir Carneiro, reforça que a possibilidade de greve é grande e ressalta que a adesão pode chegar a 60% dos trabalhadores. "Todo ano a gente faz uma pesquisa com os bancários e dessa vez 80% se mostrou disponível a participar das assembleias, 40% dos atos e manifestações e 60% com disponibilidade para greve. Pelo que consta vai ter greve sim".
Crivelari destacou que a campanha não leva em consideração apenas as demandas dos bancários, mas também busca melhores condições de atendimento aos clientes. "Nos últimos seis meses os três maiores bancos particulares (Itaú, Bradesco e Santander) lucraram R$ 15 bilhões, mas também acabaram com seis mil postos de trabalho. E a população 'morre' na fila esperando por atendimento".
Outra insatisfação da categoria é com relação ao projeto de lei 4330, que regulamenta os processos de terceirização no País. Durante a passeata de ontem os manifestantes também anunciaram que irão aderir à greve de 24 horas organizada pela Central Única dos Trabalhadores e outras bases sindicais, no dia de 30 de agosto e que, além do posicionamento contra o PL 4330, tem na pauta assuntos como o fim do fator previdenciário, 10% do PIB para Educação e a mesma porcentagem para Saúde, jornada de 40 horas semanais sem redução de salário, entre outros tópicos.

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