Bancários já prevêem conflito
Marisa Stédile, da Federação dos Bancários, prevê tempos difíceis na negociação. Segundo ela, a diretoria tem um entendimento sobre o saneamento do banco e os funcionários têm outro. Se o Banestado quiser cortar as horas extras, terá de indenizar os funcionários, porque elas são pagas na maioria dos casos há mais de 10 anos e representam em torno de 30% do salário, disse. Ela afirmou que a categoria promete recorrer à Justiça, mesmo porque o banco tem um acordo coletivo firmado que prevê a formação de uma comissão paritária para estudar a incorporação das horas extras aos salários.
Em relação ao corte da licença-prêmio, que está suspensa até 1999, Marisa Stédile disse que esse assunto é para ser resolvido pelo próximo gestor. Mas argumentou que o benefício está incluído no acordo coletivo de trabalho e os funcionários vão reclamar seus direitos trabalhistas. Já sobre o adiantamento de férias, ela disse que esse item é opcional do funcionário e não vê grandes problemas para a sua eliminação. (V.C.)





