Bancários iniciam greve amanhã em todo o Paraná
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segunda-feira, 27 de outubro de 1997
Carmem Murara Curitiba 
Arquivo FolhaCorrida aos caixasAgências de bancos privados serão alvo do movimento dos bancários paranaenses a partir de amanhã: previsão é de que usuários sejam precavidos e antecipem operações hoje Os bancários iniciam amanhã uma greve por tempo indeterminado em todo o Estado. A paralisação faz parte do movimento lançado no País contra a posição da Federação Nacional dos Bancos (Fanaban), que propôs um reajuste de 4% para a categoria. Os petroleiros também fazem uma greve de 24 horas, na quinta-feira da próxima semana. Tanto os bancários quanto os petroleiros estão em campanha salarial e tiveram ofertas de reajuste salarial abaixo da inflação.
A Fenaban propôs 4% para os bancários, enquanto a Petrobrás pretende dar 3% de reajuste. A inflação dos últimos 12 meses ficou em 6,7%, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos)
A greve dos bancários foi decidida no final de semana, em uma assembléia feita pelo sindicato da categoria. Até amanhã, os representantes da entidade passarão pelas agências de Curitiba para mobilizar os bancários. A greve atingirá apenas os bancos privados. A Caixa Econômica Federal e o Banestado ficaram de fora, porque já assinaram o acordo coletivo deste ano.
A Caixa Econômica não deu índice de reajuste salarial, mas se comprometeu a não demitir. Os funcionários da Caixa estão há dois anos sem aumento, lembra o presidente do Sindicato dos Bancários, Pedro Eugênio Leite, ao concordar que garantir o emprego tem sido a grande meta das negociações deste ano. Nos últimos dois anos e meio, 158 mil bancários foram demitidos no País, sendo 9 mil no Estado.
A ameaça de demissão tem sido fator que desmobiliza o bancário. As greves estão difíceis por causa do desemprego, admite o presidente do sindicato. A campanha salarial dos bancários deste ano pretende um reajuste de 10,8%, que equivale à inflação, e 11% de produtividade.
Se não conseguirem aumentar o percentual oferecido pela Fenaban, os bancários vão pedir pelo menos a garantia de alguns benefícios como aumento do horário de atendimento ao público em uma hora e redução da jornada de trabalho.
Ao contrário dos bancários, os petroleiros fazem um dia de greve de advertência. Não discutimos ainda a paralisação por tempo indeterminado, mas não vamos trabalhar no próximo dia 6 de novembro, garantiu o secretário-geral do Sindipetro, Élio Seidel. Os petroleiros pedem um reajuste de 6,7% mais 20,1% de produtividade.
A greve de 24 horas não irá interromper a produção na refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba). A última greve nacional dos petroleiros aconteceu em maio de 1995, quando a categoria ficou 32 dias parada.


