Bancários iniciam campanha e pedem reajuste de 13,39%
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quinta-feira, 18 de julho de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Representantes da Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT) entregaram ontem as reivindicações da campanha salarial para dirigentes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O reajuste salarial pedido este ano é de 13,39%.
O piso para escriturário pleiteado na campanha salarial deste ano é de R$ 1.121,00 ante R$ 583,00 atuais. O piso pleiteado para o cargo de caixa é de R$ 1.584,00 ante R$ 824 atuais,00. O piso do salário mínimo reivindicado foi calculado pelo Dieese.
O presidente do Sindicato dos Bancários, João Vaccari Neto, diz que a categoria propõe a ampliação do horário de atendimento dos bancos, de 10 às 16 horas atuais para 9 às 17 horas, com dois turnos de trabalho.
Ele afirma que a ampliação do horário de atendimento deve criar 60 mil novos empregos e reduzir as filas nas agências, melhorando a imagem dos bancos. Os bancários defendem, ainda, a manutenção na participação dos lucros, conquistada na campanha salarial de 1995.
Vaccari afirmou que durante a campanha salarial deste ano o sindicato vai trabalhar para a defesa dos bancos públicos. A idéia é mostrar a importância do papel social dessas empresas, já que elas estão onde a maioria dos bancos privados não chegam. De acordo com Vaccari, 50% dos municípios não dispõem de bancos.
O vice-presidente da Fenaban, Fábio Barbosa, recebeu a pauta de reivindicações da CNB/CUT e comprometeu-se a estudá-la. Em relação à defesa dos bancos públicos pelo sindicato, ele afirmou que a Fenaban não representa os bancos federais e não há influência governamental nas negociações.
A CNB/CUT representa hoje 350 mil do total de 390 mil bancários em todo o País e agrega 105 sindicatos filiados, cinco federações da estrutura cutista e quatro federações oficiais.


