Bancários de cinco agências do Centro de Londrina realizaram, ontem de manhã, uma paralisação parcial, em protesto ao adiamento das negociações salariais por parte do sindicato patronal. Os atendimentos nesses locais foram interrompidos até ao meio-dia. Apenas os serviços realizados nos caixas eletrônicos estavam liberados, e o trabalho interno de compensação de cheques foi realizado em forma de revezamento, conforme informou o presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina e região, Geraldo Fausto dos Santos. A paralisação também aconteceu nas principais cidades do País.
Segundo Santos, os banqueiros ainda não apresentaram nenhuma proposta de negociação à categoria, cuja data-base venceu em 31 de agosto. ''Não apresentaram nada, e ainda adiaram a negociação que deveria acontecer amanhã (hoje)'', ressaltou Santos. Uma nova reunião, de abrangência nacional, foi marcada para o dia 12 de setembro. Se a reunião não ocorrer existe a possibilidade de nova paralisação e até mesmo a organização de uma greve geral, informou o presidente do sindicato. Em Londrina, participaram da paralisação cerca de 250 bancários.
Entre outros itens da pauta, a categoria reivindica aumento real de salário de 7,05% mais a reposição da inflação acumulada nos últimos 12 meses, 14º salário, 13 cesta alimentação, melhores condições de trabalho, saúde, segurança nos bancos e ampliação do horário de atendimento ao público. O piso salarial está registrado atualmente em R$ 839.
Além disso, conforme Santos, também deverá ser debatido durante as negociações, meios de conter a prática de assédio moral contra os bancários. ''O assédio moral tem se tornado uma rotina nos bancos, principalmente porque as instituições diversificaram muito os serviços, se tornaram um balcão de negócios e estão exigindo uma produtividade abusiva por parte dos funcionários'', relatou Santos. Em Londrina e região existem cerca de dois mil bancários.®MDBO¯

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