Sob o comando do Sindicato dos Bancários de Curitiba e da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Fetec), os funcionários do Banestado fazem na manhã de hoje um protesto em frente à sede administrativa do banco. A manifestação é contra o programa de privatização do Banestado, que será vendido até fim de junho do próximo ano. O protesto, organizado quatro dias antes da eleição, foi encarado pelo governo do Estado como ‘‘político’’ e ‘‘eleitoreiro’’. O Sindicato dos Bancários faz campanha contra à reeleição do governador Jaime Lerner.
Durante o dia de ontem, os sindicalistas tentaram mobilizar o maior número de funcionários do banco. A intenção era conseguir atrair até 1,3 mil bancários em frente ao Conglomerado Banestado. Além da privatização, eles vão protestar contra as medidas de enxugamento da estrutura do banco, que começaram a ser colocadas em prática. ‘‘Não se trata de um protesto político, apenas aproveitamos a data em que o Conselho de Adminsitração iria se reunir para fazer a manifestação’’, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancário, Pedro Eugênio Leite.
Segundo a Diretoria de Reestruturação e Privatização do Banestado, há um cronograma a ser seguido tanto para a venda do Banco del Paraná quanto para o Banestado. As regras foram definidas quando o governo assinou com o Banco Central o Programa de Reestruturação do Sistema Financeiro Estadual (Proes). O governo federal exigiu que os Estados se retirassem do controle da atividade financeira.
O Conselho de Administração do banco precisa aprovar a definição da data de 30 de novembro deste ano como limite para a venda do Del Paraná. A proposta seria votada hoje pelos membros do conselho, mas a reunião foi transferida para outra data. ‘‘Por que vender o Del Paraná se ele apresentou lucros, após sucessivos aportes de recursos do Banestado?’’, questionou, ontem, a presidente da Fetec, Mariza Stédile.
No cronograma consta ainda a extinção da Diretoria de Crédito Rural até o dia 30 de dezembro, além do fechamento de 55 agências em todo o Estado até abril do próximo ano. Há ainda o enxugamento no número de funcionários. O banco pretende estimular a demissão voluntária de 1,3 mil funcionários. O Sindicato dos Bancários alega que o banco não tem excesso de pessoal, ficando dentro da média nacional. O Banestado possui 31,9 bancários por agência, enquanto o HSBC tem 30,9.

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