Brasília - Cerca de 150 mil funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal receberam ontem em todo o País, o pagamento de setembro com o desconto de cinco dias, por causa da greve que mobilizou a categoria por um mês. ''O desconto é um absurdo. Total insensibilidade, uma provocação feita pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e os bancos acataram isso'', disse o presidente da Confederação Nacional dos Bancários (CNB), Vagner Freitas.
A Febraban havia recomendado aos bancos que aplicassem o desconto em um terço dos dias parados no período de greve. Para Vagner, não havia necessidade de realizar o desconto, uma vez que o julgamento da paralisação está marcado para hoje, no Tribunal Superior do Trabalho (TST). ''Se há um dissídio coletivo sendo julgado amanhã (hoje), não haveria a menor necessidade dos bancos proferirem o desconto, poderiam esperar o resultado do julgamento'', enfatizou.
O presidente da CNB ressaltou que a entidade está acompanhando o processo de tramitação do dissídio coletivo no TST e pretende eleger esta quinta-feira como dia nacional de luta da categoria. Ele informou que, mesmo realizando uma mobilização nacional, a categoria não pretende paralisar suas atividades. ''Os sindicatos vão organizar no País inteiro manifestações e, em alguns locais, paralisações para marcar a presença da gente no dia do julgamento'', explicou.
O julgamento do dissídio coletivo deverá pôr fim ao impasse sobre a negociação salarial dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Os bancários reivindicam reajuste de 19%, que foi rejeitado pelo governo e pela Febraban. O aumento proposto varia de 8,5% a 11,8%, a depender da faixa salarial.

mockup